Descubra o que essas escadarias ao redor do mundo tem em comum

O Texto abaixo, “Descubra o que essas escadarias ao redor do mundo tem em comum”, foi escrito por  pela página Blog da Arquitetura.

A arte não está apenas nos museus e em outros ambientes fechados. Arte também está nas ruas, modificando e revitalizando espaços pouco atrativos, dando um novo significado aos diferentes cenários urbanos e elevando a autoestima de seus usuários. Ela pode expandir ideias e transformar realidades, deixando o dia-a-dia das pessoas muito mais alegre.

Uma obra bastante conhecida, que tem inspirado diversas campanhas e intervenções artísticas pelo mundo, é a Escadaria Selaron, no Rio de Janeiro. Esse gigantesco mosaico colorido parece ter saído de uma história de conto de fadas. Um mundo de cores decorado com milhares de azulejos – que só é mais bem percebido, em toda sua dimensão, quando visto de longe, mas em beleza quando observado de perto.

(imagem extraída de Mineiros na Estrada)

Escadaria Selaron, Rio de Janeiro

A Escadaria Selaron localiza-se no Bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Ela foi criada em 1990 por Jorge Selarón, um artista plástico chileno que morava exatamente na travessia. Contém azulejos de mais de sessenta países, fornecidos por turistas e fãs de diversas partes do mundo. É considerada, hoje, como um dos maiores pontos turísticos da cidade. E também é a maior obra de arte feita apenas por uma só pessoa.

(imagem extraída de Mapa de Cultura)

Além da escadaria, Selarón também revestiu e decorou parte dos muros das casas que ficam ao redor, assim como as rampas laterais. Ele utilizou peças de todas as cores e tamanhos. A grande maioria foi comprada com o dinheiro do próprio artista, através da venda de quadros de sua autoria. Em alguns pontos Jorge instalou, inclusive, banheiras velhas, que passaram a servir de cachepots para plantas.

(imagem extraída de Alexandre Shafir)

Em um lugar sujo e degradado, Selarón fez brotar a beleza. E sua obra é tão impressionante que, durante décadas, tem sido utilizada como pano de fundo para campanhas publicitárias, fotográficas, filmes e até clipes de músicas – como nas músicas ‘Walk On’, da banda U2; e ‘Beautiful’, por Snoop Dogg e Pharrell Williams. Infelizmente, este também foi o cenário da morte do artista, que teve seu corpo carbonizado encontrado no local em 2013.

(imagem extraída de Alexandre Shafir)
(imagem extraída de Alexander Shafir)

Escadaria do Patápio, São Paulo

Entre as ruas Medeiros de Albuquerque e Patápio Silva, na Vila Madalena, em São Paulo, encontra-se a Escadaria do Patápio – batizada com esse nome em homenagem um musicista e compositor de valsas brasileiro. O local passou por uma revitalização através de uma ação social promovida pelo Projeto Azul, coordenado pelo artista plástico Élcio Torres, em parceria com uma empresa de revestimentos. A obra foi inaugurada durante a Design Weekend, de 2015.

A ideia de Torres não era apenas transformar o visual da escadaria, mas fazer esse endereço ser um modelo de arte, design e símbolo cultural, além de prover a conexão entre os moradores e os visitantes da região. Os trezentos metros quadrados de azulejos brancos foram pano de fundo para a criação dos painéis coloridos, com mensagens e desenhos. Além disso, foi montado um jardim vertical, utilizando restos de canos de PVC, garrafas PET e pneus velhos. Hoje, aos finais de semana, são realizados eventos culturais e aulas funcionais sobre condicionamento físico.

(imagem extraída de Catraca Livre)

Escadaria 24 de Maio e Palco LadrilhARTE, Porto Alegre

Na capital do Rio Grande do Sul têm-se dois bons exemplos de escadarias que sofreram intervenção artística, ambas inspiradas no que foi realizado na Escadaria Selaron, no Rio de Janeiro. A Escadaria 24 de Maio, entre as ruas Duque de Caxias e André da Rocha, foi revitalizada pela artista plástica Clarissa Motta. É uma espécie de convite aos passantes para que eles possam descobrir outra cidade, mais alegre e poética.

Clarissa utilizou mais de três mil peças em cerâmica para colorir esse percurso, em meio a um conjunto de prédios antigos e habitados do Centro Histórico de Porto Alegre. Nelas, foram gravadas frases de moradores locais; de celebridades, como Erasmo Carlos e Rita Lee; e poesias de escritores famosos, como Carlos Drommond de Andrade. Todas abordam temas simples da vida, como o amor entre amigos, entre familiares e os enfrentamentos do cotidiano.

(imagem extraída de Elaine Tavares em Flickr)

 

Já na escadaria localizada na Rua Professor Antônio Peyrouton, no Bairro Jardim Carvalho, a mosaicista Cláudia Coelho desenvolveu o que ela chamou de projeto LadrilhaARTE. O local, que era antes rota de fuga para assaltantes e ponto de encontro para usuários de drogas, passou por uma revitalização e é, hoje, um dos lugares mais encantadores de Porto Alegre.

Com peças de azulejos quebrados, que foram doados principalmente por uma loja de construção, Claúdia cobriu os degraus de cor. A campanha mobilizou até os vizinhos, que passaram a utilizar mais a travessia. Até mesmo um palanque em forma de violão foi construído ao pé da escada. Agora, frequentemente, têm-se realizados shows e eventos culturais no local.

(imagem extraída de  Isadora Neumann em Clic RBS)

Tiled Steps, São Francisco

Essa belíssima escadaria, ornada por desenhos ricamente detalhados, encontra-se entre a Rua Moraga e a 16th Ave. Do seu topo, pode-se ver toda a cidade de São Francisco, além do Oceano Pacífico. Os cento e sessenta e três painéis de mosaicos foram criados pela ceramista local Aileen Barr e pela artista plástica Colette Crutcher. Com ajuda de trezentos voluntários, entre amigos e vizinhos, elas coordenaram um projeto chamado de Tiled Steps.

(imagem extraída de Whenon Earth)

 

No total, foram gastos dois mil azulejos e setenta e cinco mil fragmentos. Juntos, eles compõem diferentes padrões que fazem referência ao céu e ao sol.  Peixes, pássaros e borboletas parecem ganhar vida no decorrer do percurso. Ao anoitecer, muitos se tornam brilhantes, por serem feitos de espelhos. Eles refletem a luz da lua, criando um efeito visual mágico. De toda a obra, o ponto que talvez mais chame a atenção dos observadores seja o grande redemoinho azul vibrante, que remete à ideia do movimento da vida aquática.

(imagem extraída de mooseyy em tumblr)
(imagem extraída de Pinterest)

Fontes: Zero Hora, Clic RBS, Home Decore, Revestimentos ElianeMineiros na EstradaWikirio, Blog Hotel CaliforniaMistura Urbana.

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